Isabel Porto Nogueira livros Memória e sociedade ao Sul musica

Isabel Porto Nogueira, a sua arte e seus livros

Isabel Porto Nogueira, a sua arte e seus livros
Música, Memória e Sociedade | RESUMO
Grupo de Pesquisa em Musicologia da UFPel, criado em 2001, tem trabalhado na catalogação e análise de fontes primárias sobre a música nos jornais e revistas da primeira metade do século XX, análise de iconografia musical, música e gênero e história das instituições de ensino musical no Rio Grande do Sul, com o objetivo de refletir sobre a memória e o patrimônio musical da cidade de Pelotas e do Rio Grande do Sul.
Além do enfoque de investigação sobre a história das instituições de ensino musical, o grupo tem refletido sobre as relações entre musicologia e performance, a partir do estudo de programas de concerto, iconografia fotográfica e histórias de vida de intérpretes e professores de música.
Neste livro apresentamos uma coletânea de artigos em uma retrospectiva dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Musicologia da UFPel nos últimos dez anos. Com o objetivo de não sobrepor publicações, já na seleção do material, decidimos publicar somente o que não havia sido anteriormente publicado em meio impresso, em livros, capítulos de livros ou revistas acadêmicas. A escolha recaiu então sobre nossos trabalhos apresentados em congressos e simpósios e que não foram impressos em anais, bem como sobre os trabalhos inéditos. Nesse sentido, publicações eletrônicas foram incluídas, assim como textos publicados em anais de congressos, publicados pelos pesquisadores participantes do grupo de pesquisa, alguns deles em co-autoria com os alunos bolsistas.
Isabel Porto Nogueira, pianista, cantora, musicóloga, professora e pesquisadora.
A formação musical começou com muita música em casa, dos discos de vinil, e ouvindo as mulheres da casa – minha mãe e minha avó- cantando.
Dali, passei para as aulas de ballet, onde acabei me interessando mais pela pianista que nos acompanhava do que pelas sapatilhas.
Com o piano segui, desde os oito anos, com aulas, concursos, cursos, concertos, e um ou outro tango e musica popular misturado aos Beethoven, Bach, Brahms, Guarnieri e Lorenzo Fernandez. E, claro, Egberto Gismonti, Piazzolla, Ariel Ramirez, e sua Alfonsina y el mar.
Depois de misturar danças e poesias nos recitais de piano, embarquei para a Espanha para cursar o doutorado em musicologia. Mas, além da Universidade Autônoma de Madrid, onde realizei o doutorado, uma formação paralela, mas não menos importante, se processou entre os cursos que fiz em Santiago de Compostela, Granada e Santa Maria de La Rabida.
Ao mesmo tempo, uma aproximação ainda maior com a musica popular brasileira e latinoamericana, ao mesmo tempo que com o tango.
A distância talvez tenha sido responsável por isto.
Retornando ao Brasil, tive uma breve passagem pela disciplina de Antropologia da Música, no Mestrado em Antropologia, com Rafael de Menezes Bastos, na Universidade Federal de Santa Catarina.
No entanto, um concurso para professor substituto de história da musica na Universidade Federal de Pelotas me trouxe de volta para Pelotas, e com isto comecei a organizar o acervo de documentos históricos do Conservatório de Música, para meu trabalho de doutorado.
A partir da organização deste material, montei em 2001 o Centro de Documentação Musical do Conservatório de Música da UFPel, e organizei os trabalhos de pesquisa com o Grupo de Pesquisa em Musicologia da UFPel.
O tema das pesquisas se estruturou primeiro sobre a escola pianística do Conservatório de Música, destacando a atuação do pianista, compositor e pedagogo Antônio Leal de Sá Pereira, sistematizando e estudando os programas de concerto dos alunos da escola no período 1918 à 1968. Deste trabalho resultou, em 2001, minha tese de doutorado, e um livro publicado em 2003. Logo após, estudos sobre Andino Abreu, Guilherme Fontainha e o processo de fundação dos conservatórios de música no Rio Grande do Sul.
A partir daí, continuamos estudando programas de concerto, críticas e notícias de periódicos e revistas ilustradas, fotografias de músicos, e a história do Conservatório, seus professores e artistas convidados, no âmbito do Rio Grande do Sul.
As linhas de pesquisa que trabalho tratam de musicologia, música e gênero, iconografia musical, história da música no Rio Grande do Sul e história da performance. Sobre estes temas, participo de congressos no Brasil e exterior.
Organizei e publiquei em 2005 o livro “História Iconográfica do Conservatório de Música da UFPel” e em 2011 o livro “Musica Memória e sociedade ao Sul”, além de vários artigos e capítulos de livros.
Desde 2002 sou diretora do Conservatório de Música da UFPel e também professora orientadora do mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural da UFPel, além de orientar os alunos do bacharelado em música em seus trabalhos de iniciação cientifica.
Em 2008, participei do grupo Cuadro de la Expresión del Arte Flamenco, onde dançava flamenco e também cantava – a experiência com canto veio desde 1992, cantando em coros e fazendo técnica vocal, e também com as aulas com Jonas Klug.
A partir daí, veio o contato com o tango, com as milongas e canções latinoamericanas, quando desenvolvi, como cantora, o trabalho com Pedro Di Azz, “Tangos e Canções”, durante 2010 e 2011.
Em fins de 2011, comecei o trabalho com músicas de e sobre mulheres, envolvendo música, dança e poesia em “Mulheres in verso”, e logo, a partir de 2012, desenvolvo o trabalho “Vestígios Violeta”, sobre a temática do feminino, em parceria com os músicos Juan Pablo Schellemberg (piano), Davi Covalesky (violão), Gilberto Oliveira (baixo) e Renato Popó (bateria)
Continuo desenvolvendo trabalhos de pesquisa e projetos musicais sobre tango, músicas do sul do Brasil em suas fronteiras híbridas, músicas de e sobre mulheres, nos âmbitos acadêmico e popular.

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